domingo, 25 de março de 2012

Muito obrigado Francisco



Parece-me que a maior felicidade de um fã é ter a certeza de que seu ídolo sabe de sua existência e, por conseguinte, de seu carinho.

Infelizmente nunca tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente, de conversar com você, ou mesmo de surgir acidentalmente em sua frente, ainda que por segundos, mas por instantes suficientes para que seus olhos pudessem apreender o afeto que nutriste em meu coração.

Como bem dizem por ai, sentimentos são para serem sentidos e não para serem descritos, razão pela qual não consigo encontrar palavras para transmitir meu pesar, porém tenho certeza que estou sendo perfeitamente compreendido, pois muitos comungam com minha tristeza. Posso dizer, contudo, que é algo próximo ao que Nelson Gonçalves cantou em Maria Betânia: “Chico Anysio, sinto saudades do abraço que nunca te dei”.

Em 23 de março de 2012, a tarde se mostrou mais triste. Morre o gênio do humor brasileiro. Aquele que podemos definir como o Chaplin com tempero tupiniquim.

Partiu para nos deixar um misto de saudade e agradecimento, de dor e orgulho. Saudade e dor por sua ausência, porque não mais o teremos cultivando arte e colhendo nossa mais espontânea alegria. Agradecimento e orgulho por seu legado, por sua escola de risos, pelos seus mais de duzentos “Co-Chicos Anysios”, pois nas essências de todos os seus personagens o pano de fundo era o seu talento.

É de toda minha alma que te agradeço: Muito obrigado Chico Anysio! Obrigado por me mostrar que é possível fazer o outro feliz, por ter plantado em todos nós uma semente que será sempre identificada em nossos sorrisos mais sinceros.

Certamente o mundo não sofrerá solução de continuidade, porém para toda uma geração a vida perdeu algo de belo, de lúdico, algo de alegria.

Adeus Chico Anysio, foi um prazer tê-lo entre nós.


Renato Queiroz

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